DATA

domingo, 11 de maio de 2014

 4º DOMINGO DA PÁSCOA ANO A – MATEUS

1ª Leitura: At 2,14a.36-41; Responsório: Sl 22;   Leitura: 1Pd 2,20b-25;  
Evangelho: Jo 10,1-10

HOMILIA

             Irmãos e irmãs, hoje o Cristo nos diz: Eu sou a porta. “Quem entrar por mim, será salvo; (Jo 10,9)”. Quando vamos à celebração encontramos a casa do Senhor de portas abertas, para que encontremos com ele, possamos nos reunir como rebanho dele, escutar a sua voz e participar do seu banquete onde encontramos o alimento eteno que é o seu corpo e o seu sangue.
            Estamos no domingo do Bom Pastor quando contemplamos o Senhor como nosso guiador eteno. ele que nos conduz e que nos ensina por onde caminharmos. Também nos ensina a sermos discípulos pastores, porque muitas vezes temos um pequeno rebanho (família, grupo, pastoral) sobre nossa responsabilidade para caminhar com ele. Porém o rebanho que está sobre nossa responsabilidade é sempre do Senhor, ele é o dono e o condutor do rebanho.
            Precisamos também nos lembrar de que diante do que vivemos na caminhada cristã, somos primeiramente rebanho do Senhor. Antes de tudo somos convidados a ouvir a voz do nosso pastor supremo, para seguirmos por caminhos seguros, por lugares que haja alimento e certeza de segurança.
Hoje são muitas as vozes e pastores que se dizem verdadeiros, que querem ser ouvidos e seguidos. Diante de tantas realidades e ofertas de vida, de tantas opções, que o mundo oferece, faz-se necessário que primeiramente nos acostumemos a ouvir a voz de Cristo que nos fala pela Palavra Sagrada, através das celebrações da Palavra e da Eucaristia, para que tenhamos o discernimento de seguirmos pelo caminho que nos leva a salvação.
No tempo em que Cristo caminhou com os homens, antes da sua ressurreição, existiam também os falsos pastores, os ladrões e assaltantes (Jo 10,8), que não ofereciam vida e segurança para o povo e, portanto armavam pesados fardos através de leis injustas e preconceituosas as quais oprimiam as pessoas, principalmente, os pobres, a mulheres e os doentes.
Hoje não é diferente, há ainda muitas vozes e portas que soam e se abrem para nós, nos apelando para as injustiças, para a hipocrisia, para a ganância, opressão e para as ideologias que nos desviam do caminho do Bom Pastor. Precisamos treinar o nosso ouvido para podermos ouvir a voz verdadeira que vem de Cristo. Somos um rebanho que muitas vezes não encontra a porta verdadeira e por isso caímos no pecado. São atitudes que se expressão na fuga do rebanho do Bom Pastor.
Haverá retorno quando pelo reconhecimento dos erros e pela volta à casa do Pai misericordioso, somos conduzidos à confissão.  O Senhor até nos carrega nos seus braços para retornarmos ao seu redil e outra vez as porta da sua casa estão abertas para o acolhimento.
Como ovelhas, vivendo no rebanho do Senhor e seguindo-o como discípulos seus, podemos atrair outras ovelhas para seguirem este Supremo Pastor. Isso aconteceu com a pregação de Pedro como podemos ver na primeira leitura, pois depois de pregar para o povo, no dia de Pentecostes, “mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles” (At 2,41).
Precisamos buscar sempre no Senhor o nosso repouso. Ele nos conduz por caminhos de alegria e alimentos fartos, ele nos abre a porta, nos leva ao seu banquete (Sl 22), para que nos saciemos e encontremos o amor e a paz.
Que o Espírito Santo anime e nos ilumine quando for preciso retornar aos braços do Bom Pastor e nos dê sempre perseverança para continuarmos firmes nos caminho do Senhor e fazendo parte do seu rebanho.
Rezemos por todos os que são chamados a seguirem como colaboradores do Bom Pastor (Bispos, Padres, Diáconos, a gentes de pastorais, coordenadores de grupos e movimentos) para que sejam sempre animados a continuarem a colaborar com dignidade das tarefas que Deus lhes confiou. Amém

O BOM PASTOR

O Bom Pastor,
É a porta da vida,
Para a acolhida,
Na sua casa,
Onde nos alegra,
Na Paz refletida.

O Bom Pastor,
É quem nos conduz,
Com sua luz,
Por caminhos retos,
Somo seu rebanho,
Amor que seduz.

O Bom Pastor
É nossa sorte,
Que vence a morte,
Com seu poder,
Rompendo tudo,
Com sua a voz forte.

O Bom Pastor
Está nos chamando,
Nos conquistando,
Para segui-lo,
Por seus caminhos,
Ele vai guiando.

O Bom Pastor,
Quer-nos unidos,
E imbuídos,
E iluminando,
E na missão,
Sempre nutridos. 

domingo, 4 de maio de 2014

    3º DOMINGO DA PÁSCOA ANO A – MATEUS


1ª Leitura: At 2,14.22-33;  Responsório:  Sl 15; Leitura: 1Pd 1,17-21;  Evangelho: Lc 24,13-35

HOMILIA

Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão (Lc 24,34). Esta é a conclusão a qual chegam aqueles dois discípulos fujões que vão a Emaús. É ainda naquele mesmo dia da Páscoa que os dois caminham sem esperança, com um sentimento de que tudo tinha acabado e que não teriam mais motivos para sonharem com o reino de Deus, pois a quem eles mais amavam e estimavam tinha sido assassinado. Inicialmente, este é o sentimento que nos passa o evangelho do 3º Domingo da Páscoa.
Mas a vida continuava e seria preciso caminhar para algum lugar, mesmo que seja, fugindo para encontrar um repouso seguro e tranquilo. E no caminhar, Deus caminha com a gente para nos ensinar com sua Palavra; para se fazer companheiro, solidário e se doar como o pão da vida com os que ele amou e ama; para fazer arder o coração e os motivar para o retorno na grande missão de anunciar que o Senhor está vivo e caminha com os seus discípulos.
Discípulos de Emaús, também somos nós que caminhamos às vezes desiludidos, fugindo da comunidade dos irmãos. Às vezes não meditando sobre as ações de Deus em nossa vida, como nossas vitórias, nossas alegrias e as curas materiais e espirituais que ao longo do caminhar vão acontecendo.
A narração dos discípulos de Emaús nos apresenta a estrutura da celebração Eucarística: Primeiro a entrada o celebrante (Cristo) para se une ao seu povo; em seguida nos fala através da sua palavra (cânticos e salmos) e continua a falar na homilia. Neste momento ele nos explica a sua ação na nossa vida e nos acontecimentos do mundo, fazendo arder o nosso coração. À mesa parte o pão conosco e nos faz reconhece-lo como o Senhor da vida eterna.
E quando alimentados pelo corpo e pelo sangue do Senhor voltamos para a nossa “Jerusalém” onde está nossa família, nossos amigos e nossos companheiros de caminhada profissional, irmãos da comunidade, e outros que iremos encontrar durante à semana e a vida. Precisamos testemunhar e confirmar que Cristo está vivo e caminha conosco, nos alimentando e nos encorajando a continuar o caminho dos discípulos missionários. Amém

FAZER ARDER O CORAÇÃO

Tua Palavra Senhor,
Faz arder o nosso coração,
Porque nos encoraja,
Mostrando-nos por onde seguirmos,
Por onde persistirmos,
Vencendo a solidão.

Tua Palavra Senhor,
Faz arder nosso coração,
Dando-nos sentido,
Fazendo-nos à mesa sentar,
Para nos alimentar
Conduzindo-nos a santa comunhão.

Tua Palavra Senhor,
Faz arder nosso coração,
Porque nos faz retornar,
Por um caminho de alegria,
Pois é pela certeza que nos envia,
É o anúncio da ressurreição.

Tua Palavra Senhor,
Faz arder nosso coração,
Tirando-nos das nossas fugas,
Para que voltemos a acreditar,
Na vida que faz brotar,

E que vence a desilusão.

domingo, 27 de abril de 2014

2º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO A – MATEUS

1ª Leitura:At 2,42-47; ResponsórioSl 117;  Leitura:1Pd 1,3-9; Evangelho: Jo 20,19-31.

HOMILIA

            Queridos irmãos e irmãs em Cristo, neste segundo domingo da Páscoa, ressoa a voz do Ressuscitado: Bem-aventurados os que creram sem terem visto(Jo, 20,29).O Evangelho de João apresenta-nos dois momentos para nos mostrar a experiência dos discípulos em meio à Ressurreição. Estes dois momentos acontecem sempre no primeiro dia da semana (Dies domini), o domingo, porque foi neste dia da semana que tudo mudou na caminhada de fé dos primeiros seguidores de Cristo. Daí nasce a fé dos primeiros cristãos e que depois se espalhou por todo o mundo até chegar a nós do século XXI.
            Na primeira parte (Jo 20, 19-25), o evangelista nos fala: estava anoitecendo quando Jesus aparece. A vida estava obscura para aquele grupo de seguidores, havia medo, insegurança, portas fechadas... E o ressuscitado com a força do amor e da paz, rompe as barreiras físicas se pondo no meio deles e dizendo: A paz esteja convosco (Jo 20,19). Era preciso que os discípulos ouvissem esta saudação para a confirmação de que o príncipe da paz estava no meio deles, ressuscitado, vencedor, para trazer vida nova e reanimá-lo para continuarem.
            Depois, mostrando as marcas da crucificação, repete a saudação, confirmando sua presença de vida plena e anuncia que eles devem continuar a missão redentora da paz, da misericórdia, da justiça e do amor. Agora não devem ir somente para às aldeias, povoados e arredores de Jerusalém, mas para os confins do mundo. Por isso o sopro do Espírito Santo foi concedido pelo próprio ressuscitado para que anunciem e perdoem os pecados dos homens (Jo 20, 23) e o conduzam para uma vida transformada e dedicada também a missão do redentor.
            Na segunda parte deste Evangelho, ( Jo 20,26-31), fica-nos uma pergunta: Onde estava Tomé, naquela primeira aparição? Por que estava distante dos irmãos? Talvez porque o seu desânimo era maior do que a esperança, portanto  foi inundado por esta realidade, ficando isolado. Ao encontrar os seus companheiros, duvida da aparição de Cristo. Ele desafia a Jesus, pois não acredita ainda na sua ressurreição, quer uma prova concreta como muitos de nós cristãos quando nos isolamos e ficamos fora da comunidade. Às vezes duvidamos das maravilhas de Deus,  sendo incrédulos.
            Oito dias depoi,s os discípulos estão reunidos e agora está também Tomé que dessa vez vê o Senhor. Novamente Jesus deseja a Paz e convoca aquele discípulo que não acreditou antes, e lhe diz: Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.E não sejas incrédulo, mas fiel. Jesus disse mais: Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!' (Jo 20,27-28). A declaração de Tomé é forte: Meu Senhor e meu Deus!
            Nós, os cristãos, reunidos em torno da Palavra e da Eucaristia, somos os discípulos que acreditam sem terem visto e sem ter tocado as feridas e sem contemplarem o lado de Cristo, mas que escutam a voz do Senhor na Palavra e tocam o seu corpo quando na fila de Comunhão o recebem para se nutrirem da fé na vida verdadeira e prosseguirem a caminhada de fé.
            Cada domingo também é como aquele oitavo dia, quando também professamos a nossa fé no ressuscitado. Cada domingo, escutamos os ensinamentos dos apóstolos, louvamos, colocamos em comum a nossa oração, partilhamos o pão, fazemos nossas ofertas materiais e espirituais como as primeiras comunidades dos Atos dos Apóstolos (At 2,46). Juntos, amamos o Senhor sem termos visto e esperamos a salvação que nos vem dele como nos fala São Pedro (1Pd 1,8).
            Peçamos o sopro do Espírito Santo a fim de que anunciemos a certeza da ressurreição com a nossa vida, através do nosso testemunho o qual se expressa na nossa alegria, na nossa paz, na nossa união e por que não dizer, na nossa caridade, virtude própria dos que amam o Senhor e o seguem. Amém!

MEU SENHOR E MEU DEUS,

Tomé somos nós,
Quando nos isolamos,
Quando duvidamos,
Ficando distantes,
Numa tristeza constante,
Sem acreditar.

Tomé somos nós,
Quando queremos comprovações,
Nas tantas situações,
E então duvidamos,
Mas desafiamos,
E queremos voltar.

Tomé também somos nós,
Quando retornamos,
E os irmãos encontramos,
Para ver o Senhor,
Com o seu amor,
Para recomeçar.

E,  sendo como Tomé,
Queremos o Senhor tocar,
Nos seu corpo a nos dar,
Para seguir em frente,
Num caminhar obediente,
Sem desistir.

Mesmo como Tomé,
Queremos ao Senhor ouvir,
Para poder seguir,
Nossa fé professar,
Sempre a caminhar,
Com o ressuscitado.

sábado, 19 de abril de 2014

1º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO A – MATEUS

1ª Leitura:At 10, 34a.37-43;  Responsório: Sl 117; Leitura:Cl 3,1-4;Evangelho:Jo 20,1-9.

HOMILIA

Irmãos e irmãs, desde a noite da vigília no sábado, também neste domingo da ressurreição, soam os cantos alegres de aleluia e de glória em toda a Igreja. Esta alegria da ressurreição do Senhor se estenderá por cinqüenta dias como sendo uma festa única, um único dia. Vivemos o dia do Senhor marcados pela alegria verdadeira da sua vitória sobre as trevas da morte. Somos banhados em Cristo, somos novas criaturas, somos homens novos, por que o Senhor no encheu da sua vida e da sua força renovadora.
Contemplamos Maria Madalena, marcada pela dor da morte de Jesus e da saudade. Ela não espera o dia chegar e quando ainda é escuro corre para o túmulo (Jo 20,1). Vendo o túmulo vazio retorna e vai falar aos discípulos. Madalena é a primeira a anunciar o grande acontecimento. Os discípulos vão confirmar o que a mulher lhes tinha falado.
Como estavam ainda marcados pelos últimos acontecimentos, não conseguiram vislumbrar, a grande dádiva de Deus: Jesus tinha ressuscitado (Jo 20,9). Tudo era muito novo, muitas coisas precisavam acontecer para que os discípulos vivessem a certeza da ressurreição do Senhor. Aquela manhã do primeiro dia da semana ficará marcada no coração dos discípulos como o dia do Senhor, o dia em que nasce a fé na ressurreição, porque João,  o discípulo amado, viu e acreditou e por isso, espalhou esta certeza entre os seus amigos(Jo 20,8).
A notícia se espalhará por todos os cantos, a força do ressuscitado chegará ao coração dos outros discípulos e conseqüentemente ao povo. A fé agora será amadurecida na caminhada dos seguidores de Cristo até ao ponto de testemunharem sem medo tudo o que aconteceu. Alimentados da esperança e pela certeza, os discípulos enfrentarão o mesmo destino do Senhor. Serão perseguidos, serão caluniados e martirizados, mas encontrarão a ressurreição e a vida eterna.
Pedro e os outros discípulos irão anunciar as verdades da ressurreição como vemos na primeira leitura de hoje: “Ele nos mandou proclamar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos (At 10,42). Esta mensagem animou os primeiro seguidores e os fez seguirem em frente, motivo do qual chegou até nós, e por isso nos reunimos para encontrarmos com a Palavra viva para ouvirmos atentamente e a com a Eucaristia, corpo e sangue do Senhor que nos alimenta na nossa caminhada terrena.
E nós os cristãos de hoje, somos despertados para uma nova vida que se constrói a cada momento, que se renova em cada desafio vencido. A fé que temos no Senhor parte daquela madrugada de Madalena e dos discípulos. Somos também os discípulos missionários, os quais continuam a levar a mensagem de esperança e de vida nova ao mundo.
Devemos continuar com a mesma fé dos primeiros discípulos e como o apóstolo Paulo: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto,onde está Cristo, sentado à direita de Deus;aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres (Cl 3,1-3).
Que nessa caminhada pascal que se inicia, possamos semear esperança e alegria aos que encontrarmos. Nosso mundo precisa da alegria verdadeira do Evangelho para ser melhor e mais cheio de paz. Sigamos em frente e meditemos neste período de 50 dias que se seguem, celebrados como sendo um, e cantemos confiantes: Este é o dia que o Senhor fez para nós:alegremo-nos e nele exultemos!(Sl117). Amém.

CRISTO SENHOR DO NOVO DIA

Despertados na madrugada,
Quando as trevas ainda persistem,
Caminhamos para o Senhor vitorioso,
Que vence a morte e é glorioso,
Anunciar é preciso sem demora,
Porque já chegou a nossa hora,
Porque Deus é vida é poderoso.

Caminhar neste novo dia,
Precisa-se de fé e muito amor,
Sem medo de a verdade anunciar,
Com o Ressuscitado caminhar,
Pois é pela fé que continuamos,
Quando se acredita segue-se caminhando,
E com firmeza se deve continuar.

Mesmo que tenhamos insegurança,
E entre desafios possamos caminhar,
Precisamos logo, logo correr,
E o medo da morte sempre vencer,
Porque para continuar a caminhada,
Caminhemos firmes nesta estrada,
Com esperança e se esmorecer.

Na ressurreição está a nossa fé,
Deste ponto tudo começou,
E esta semente foi aos poucos germinando,
Espalhada pela seara e frutificando,
Para chegar até onde nós estamos,
Por isso, o aleluia hoje cantamos,
Porque o reino de Deus está se confirmando.
Domingo de Ramos da Paixão do Senhor Quaresma - ANO A – MATEUS

1ª Leitura:Is 50,4-7; Responsório:Sl 21; Leitura:Fl 2,6-11;
 Evangelho: Procissão: Mt 21,1-11; Paixão: Mt 26,14-27,66 -

HOMILIA

Irmãos e irmãs a celebração do Domingo de Ramos, insere-nos no clima e sentido espiritual da Semana Santa. Nesta liturgia contemplamos Cristo que caminha livre para Jerusalém onde irá viver a sua paixão e morte, também nos dará como presente a vida eterna, pois vencerá a morte para sempre e ressuscitará para nos dar a ressurreição.
Na caminhada de Jesus para Jerusalém também vemos a sua simplicidade e a sua entrega como rei diferente, pois montará num jumentinho emprestado para nos mostrar que o seu reinado sobre o mundo é marcado pelo amor e pela entrega total para a nossa salvação.
Em procissão vamos também nós, cantando “Hosana ao Filho de Davi, Bendito o que vem em nome do Senhor”. A nossa vida também é marcada pela caminhada rumo à cidade santa, a cidade celeste, em procissão para a casa da Palavra e do Pão que nos oriente e nos alimenta e nos faz crescermos como irmãos e irmãs.
Nesta caminhada também encontramos as muitas cruzes e mortes, como Jesus encontrou, na sua missão entre nós. Mas também encontramos a vitória, pois ressuscitamos com ele, nos levantamos e seguimos em frente. Somos ainda alimentados pela fé na ressurreição para a vida eterna que é a nossa meta principal como discípulos seus. Cristo vive entre nós e nos dá o seu Espírito para vivermos no mundo, seguindo os seus passos na construção do seu Reino de amor e paz.
A celebração de domingo de Ramos nos insere na Semana Santa nos dando o clima e o tom de todo o percurso a ser vivido nos dias seguintes. O roteiro homilético da cnbb nos lembra que nesta semana viveremos cinco movimentos os quais marcam não somente este tempo mas toda a nossa caminhada de fé, dentro do sentido de um itinerário pascal.
O primeiro movimento é a procissão de domingo de Ramos usando a cruz à frente como sinal da paixão e da vitória de Cristo sobre a morte. Ele que nos guia no nosso caminhar de discípulos missionários seus.
O segundo movimento acontece concretamente na sexta-feira santa, quando caminhamos para beijar a cruz. Ela é o sinal da glória de Cristo, representação do amor máxima de Jesus por nós,a explicação do limite o qual Jesus chegou para nos apresentar a face misericordiosa de Deus Pai pelos homens.
Quanto ao terceiro movimento podemos dizer o mais forte e marcante para os cristãos, pois é o nosso caminhar atrás do círio Pascal, a luz verdadeira que brilha nas trevas. A noite da morte agora já não existe mais. Cristo ressuscitado agora nos guia e nos ilumina com sua luz. Caminhamos sem medo da escuridão das dores, das angústias e das tristezas, pois agora somos vencedores marcados pela alegria, coragem e paz no mundo. Cristo está vivo!
O quarto movimento diz respeito à nossa procissão rumo à mesa cujo o alimento é o corpo do ressuscitado, o seu sangue nos mata a sede e nos sacia para continuarmos firmes, marcados pela esperança num mundo novo cheio de fraternidade e vida nova para todos.
No quinto e último movimento, somos enviados em missão para proclamarmos que Cristo venceu a morte e que ele está conosco animando-nos com o seu Espírito. Lá fora da Igreja, no mundo, daremos testemunho de verdadeiros seguidores do Cristo, seremos os continuadores de sua mensagem salvífica. Seremos presenças vivas entre os homens para mostrarmos a face do Senhor que é amor e compaixão que deseja que todos sejam irmãos.
Portanto, vivamos a semana das semanas, num espírito de oração, de penitência, jejum e, sobretudo de atenção aos passo do Senhor na sua paixão, morte e ressurreição, pois é nesta verdade e neste acontecimento que está fundamentada a nossa fé.

O CAMINHO COM JESUS

Com alegria e liberdade,
Vamos com o Senhor,
Seguindo-o na simplicidade,
Vivendo a irmandade,
E como caminheiros,
Sejamos companheiros,
Da vida em totalidade.

Com ramos de palmeiras,
E a cruz, nosso sinal,
Seguimos a cantar,
Também a caminhar,
Pensando no Senhor,
No infinito amor,
Que quer nos inundar.

E chagando em sua casa,
Atentos, vamos ouvi-lo,
Sua Palavra viva,
Que tanto nos motiva,
Que nos guia e nos alimenta,
E também que nos sustenta,
Numa caminhada ativa.

domingo, 6 de abril de 2014

5ª SEMANA DA QUARESMA, ANO A – MATEUS

1ª Leitura: Ez 37,12-14;  Responsório: Sl 129;  Leitura: Rm 8,8-11; Evangelho: Jo 11,1-45.

HOMILIA

            Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais (Jo 11,25-26).
            O Evangelho deste 5º domingo da Quaresma nos apresenta o grande sinal de que Cristo é o Salvador do mundo e que acreditar na sua palavra nos leva a participar das alegrias da ressurreição. A fé será a nossa grande resposta nesta certeza que é a experiência de amor e de vida completa com o Senhor que nos chama a desatar a nossas amarras e caminhar sempre como ele.
            A quaresma só terá sentido para cada um de nós se caminharmos rumo à ressurreição, num percurso de crescimento espiritual sempre marcado pela a alegria e pela esperança na nossa vitória, mesmo frente a tantas manifestações de morte que tentam nos tirar a certeza de vivermos na paz e na liberdade oferecida por Cristo.
Na narração da ressurreição de Lázaro, encontramos modelos de fé em Cristo, os quais servem para que nos orientemos sobre nossa vida espiritual que também muitas vezes é marcada pelas tristezas, morte e falta de esperança. O primeiro modelo é referente à Marta que professa sua fé no Senhor da vida: Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo (Jo 11,27). Alimentada por esta esperança e certeza ela vai anunciar para a sua irmã sobre a presença de Jesus entre elas. A fé de Marta se expressa na condição de se colocar a caminho para anunciar a esperança na ressurreição já no tempo presente. Maria e os judeus precisaram presenciar o sinal da ressurreição para poderem acreditar no milagre da vida nova.
Lázaro que está no túmulo, enterrado há quatro dias (simboliza: o tempo depois da morte de Jesus), de mãos e pés atados e sem possibilidades de movimento. Jesus ordena: Desatai-o e deixai-o caminhar! (Jo 11,44b) Diante da ressurreição de Lázaro muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele ( Jo 11, 44-45).
Precisamos refletir sobre o sentido deste sinal de Jesus para o nosso crescimento espiritual e a nossa fé na ressurreição. A morte de Lázaro nos lembra toda a humanidade morta pelo  pecado e é através de Jesus que todos tem acesso à vida que vence o pecado. O batismo é a porta que nos traz de volta para a vida eterna, para a vitória sobre o pecado. O choro de Jesus nos lembra de que ele se compadece da nossa dor e por isso se comove, porque caminha conosco sendo solidários aos nossos sofrimentos, cruzes e dores que acontecem na existência terrena de cada um de nós.
Quanto ao túmulo, lembramos que muitas vezes estamos sepultados no nosso individualismo, nossa indiferença, nosso comodismo, nosso medo de seguir em frente com o Senhor. Precisamos desatar as mãos para que construamos a paz e a fraternidade. Precisamos desamarrar nossos pés das amarras do indiferentismo e da zona de conforto que muitas vezes nos impedem de seguirmos caminhando com Jesus como discípulos missionários pelas estradas do mundo.
Precisamos lembrar a 1ª leitura desta liturgia, quando o profeta Ezequiel fala para o povo de Israel escravo na Babilônia: Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas
e conduzir-vos para a terra de Israel; e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor (Ez 37,12-13).
Muitas vezes, estamos presos no sepulcro do pessimismo e da tristeza como escravos do comodismo e sem coragem pra continuar a nossa caminhada. Diante disso escutemos o Senhor que diz: Desatai-o e deixai-o caminhar.
Na Eucaristia, encontramos toda força para levantarmos e seguir em frente com Jesus para anunciar  evangelho pelo mundo a fora. Ele caminha conosco e nos dá a vida verdadeira, livre das amarras da morte que nos aprisiona. A Palavra do Senhor deve encher a nossa vida de alegria e esperança, para sermos sinais de Deus no mundo.
Lembremo-nos das palavras do Papa Francisco no início de sua exortação apostólica: A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria[1] .
Que o Senhor que dá vida nos encha de esperança e alegria e nos conduza para celebrarmos com profundidade sua Páscoa, a Festa das festas. Amém
  
VEM PARA FORA!

O Senhor nos chama:
Vem para fora,
Do teu medo,
A desesperança,
E segue em frente,
Para seguir,
E levar o meu amor ao mundo.

O Senhor nos ordena:
Vem para fora,
Da tua preguiça,
Do teu comodismo,
Para testemunhar,
A ressurreição,
Na esperança verdadeira.

O Senhor nos alerta:
Vem para fora,
Do teu orgulho,
Da tua indiferença,
E vem construir
A fraternidade,
Como meu povo eleito.

E agora meditemos:
Ordenados,
Alertados,
Levantemo-nos,
Saiamos depressa
Dos nossos túmulos,
E ressuscitemos...

[1] Evangelii Gaudium: nº 1